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Conciliar e planejar

Tesouraria Corporativa: Estratégias para Ganhar Eficiência Financeira

Tesouraria Corporativa: Estratégias para Ganhar Eficiência Financeira

A rotina da tesouraria corporativa é frequentemente marcada por uma sobrecarga de tarefas manuais. Múltiplas planilhas, a dificuldade de conciliar informações de diversas contas bancárias e os inevitáveis atrasos nos fechamentos mensais transformam a gestão de caixa em um processo reativo e propenso a erros. 

Nesse cenário, a gestão de tesouraria deve usar de todos os meios para promover uma gestão eficiente. O objetivo é liberar sua equipe para atuar de forma verdadeiramente estratégica, permitindo que sua empresa olhe para a frente e tome decisões mais inteligentes.

Principais desafios da Tesouraria Corporativa

Muitos desafios decorrem do manuseio manual e da desorganização interna. Entre as diversas falhas frequentes que impactam a eficiência da tesouraria, estão: 

Tarefas Repetitivas e Erros Manuais: Lidar com tarefas operacionais clássicas, repetitivas e de elevado manuseio de dados, como conciliações, conferências e lançamentos. Este processo tradicional está altamente sujeito a erros humanos, como erros de digitação, fórmulas quebradas em planilhas e falta de versionamento.

Conciliação Bancária com Pendências: O excesso de pendências na conciliação bancária indica um grande número de eventos financeiros fora de padrão que não são capturados pelos sistemas informatizados de apoio à tesouraria.

Descontrole de Pagamentos Urgentes: Um excessivo número de pagamentos urgentes é sinal de que as demandas das áreas pagadoras estão tendo prioridade sobre a boa operação da área financeira, resultando em potenciais perdas operacionais e financeiras.

Pouca Padronização de Processos: Processos de pagamento pouco homogêneos geram excessiva demora na liquidação, muitas vezes devido à estruturação ineficiente do processo de contas a pagar, multiplicidade de sistemas e mudanças frequentes nas rotinas.

Inadimplência de Clientes: Lidar com o insatisfatório controle da inadimplência de clientes, que pode ser causada pela passividade da área de cobrança ou pela inadequação do sistema de controle financeiro.

Controle Inadequado de Depósitos de Terceiros: Falhas no controle de depósitos de terceiros nas contas da empresa costumam ocorrer quando há muitas opções de pagamento concedidas aos clientes e a comunicação com eles é insatisfatória.

Recebimento Tardio de Documentos: Receber tarde os documentos de cobrança emitidos por fornecedores, o que pode ser causado pelo descontrole interno dos fornecedores ou pela falta de procedimentos claros de pagamento da organização compradora.

Obter um razoável grau de acerto nas previsões de fluxo de caixa: O ideal é que a margem de erro seja de até 15%, o que significa um grau de acerto de pelo menos 85% entre a projeção inicial e os valores realizados. Traduzir o otimismo da equipe comercial em uma previsão de faturamento realista e antecipar o risco de inadimplência de clientes-chave é, portanto, básico; assim como gerenciar as incertezas de gastos que não estão registradas como compromissos firmes no sistema, como grandes desembolsos tributários ou outras movimentações de capital (aportes, dividendos).

Alta Margem de erro no fluxo de caixa: Um fluxo de caixa com alta margem de erro reflete a inexistência de um adequado nível de cultura de planejamento nos vários setores da organização. A tesouraria não consegue resolver esse problema isoladamente e precisa convencer os pares sobre a importância da qualidade das informações geradas.

Aumento de custos: Um fluxo de caixa pouco preciso leva à necessidade de elevadas margens de segurança. Isso pode resultar em deixar um maior volume de recursos financeiros ociosos ou em aplicações de prazo mais curto, o que reduz a rentabilidade. Além disso, um fluxo de caixa muito imprevisível pode exigir linhas de crédito com maior índice de compromisso por parte dos bancos, elevando os custos de captação.

O maior custo desse processo complexo, quando não gerenciado corretamente, é o desvio de capital humano precioso, com a equipe financeira presa em tarefas operacionais de baixo impacto e eficiência, reagindo aos problemas em vez de antecipá-los.

Frente a esse desafio, departamentos de tesouraria modernos devem se colocar como um eficiente pulso da organização, uma área de inteligência que fornece dados cruciais para a tomada de decisões e garante o crescimento sustentável do negócio. O principal objetivo dessa postura do profissional de tesouraria é, claro, a proteção e gestão de riscos: identificar, avaliar e mitigar riscos financeiros, com suas flutuações.

Boas práticas de tesouraria corporativa

A evolução da tesouraria corporativa exige uma mudança de mentalidade, migrando de uma gestão reativa para uma proativa que constrói e modela o futuro. Ao integrar planejamento, gestão de riscos e automação tecnológica, a área se transforma de um centro de custo operacional em uma fonte de inteligência de negócios e motor para o crescimento sustentável.

O papel do gestor de tesouraria, nesse cenário, é construir uma visão prospectiva que vai além dos dados do Excel e do ERP. Uma tesouraria corporativa estratégica atua como um “banco interno”, gerando economia através de negociações contraintuitivas. 

Por exemplo, ao resgatar uma aplicação líquida (que rende, por exemplo, 1% ao mês) para antecipar um pagamento a um fornecedor (que oferece, por exemplo, 2,5% de desconto para antecipação), a tesouraria troca um ganho menor por uma economia maior, superando suas aplicações tradicionais e otimizando o caixa da empresa.

Para realmente ter apoio na tomada desse tipo de decisão,a verdadeira eficiência da tesouraria corporativa não reside na consolidação manual, mas na unificação de dados passados e futuros em uma única plataforma inteligente. 

A tecnologia é a chave para transformar a área em um motor de eficiência, com um software de gestão de tesouraria moderno que centraliza informações e oferece gestão de caixa e liquidez em tempo real em múltiplos bancos.

A agregação de transações bancárias através do Open Finance é fundamental para essa transformação, permitindo a consolidação segura do movimento de múltiplas contas bancárias em um único ambiente, eliminando o trabalho repetitivo de acessar diferentes portais. 

Com o Open Finance, softwares de tesouraria conectam-se diretamente a contas bancárias, permitindo que todos os saldos, extratos e movimentações sejam atualizados automaticamente, sem necessidade de importar dados manualmente. A combinação com a Inteligência Artificial (IA) pode automatizar ainda mais as tarefas trabalhosas da tesouraria.

A automação da tesouraria corporativa envolvendo Open Finance e IA permite:

  • Ler e extrair dados de documentos automaticamente (notas fiscais, boletos, recibos);
  • Conciliar recebimentos com mínima intervenção humana;
  • Analisar comportamento de clientes e antecipar inadimplência;
  • Prever fluxos futuros de caixa com base em dados históricos e padrões de pagamento.

“Automatizar a entrada de dados com IA não é apenas sobre economizar tempo, mas também sobre liberar o time financeiro para atuar de forma mais valiosa, com foco na análise e na tomada de decisão.”
Irene Barretto, CEO e Cofundadora da Limoney

Essa tecnologia não apenas substitui tarefas operacionais, mas transforma dados em previsibilidade. A adoção desses métodos permite que os profissionais do setor coloquem-se, então, como analistas crucial da organização. 

Ou seja, é parte do papel do tesoureiro eficiente saber escolher as ferramentas certas. O Painel Financeiro Limoney, por exemplo, ataca diretamente as dores da gestão manual, unificando dados e permitindo projeções contínuas (rolling forecast), ajustes dinâmicos e análise de inadimplência. O Painel oferece a conciliação inteligente de até 80% dos recebimentos previstos, extraindo dados de mais de 5.000 layouts diferentes de notas fiscais de serviço (usando OCR). 

Em resumo, as principais estratégias para ganhar eficiência financeira são:

  1. Automatização de tarefas manuais
    Reduzir a dependência de planilhas e eliminar tarefas repetitivas, como conciliações e lançamentos, por meio de soluções tecnológicas que integrem contas bancárias, plataformas de pagamento e ofereçam visão em tempo real do caixa e da liquidez.
  2. Utilização da tecnologia para analisar dados futuros
    Substituir a previsão manual pela unificação automática de informações em uma única plataforma inteligente, que consolida dados passados e, com base neles, gera análises futuras, como a projeção do fluxo de caixa e de inadimplência.
  3. Integração de dados bancários via Open Finance
    Conectar de forma segura múltiplas contas bancárias em um só ambiente, eliminando o trabalho de acessar portais diferentes e permitindo atualizações automáticas de saldos, extratos e movimentações.
  4. Aplicação de Inteligência Artificial (IA)
    Utilizar a tecnologia para automatizar as funções operacionais já citadas anteriormente e para realizar análise dos dados agregados, como por exemplo o reconhecimento de padrões que influenciam as entradas e saídas de caixa futuras, como o comportamento de pagamento de clientes ou o impacto de feriados.
  1. Gestão proativa e análise estratégica
    Utilizar a diversidade de dados organizados pela tecnologia para migrar de uma tesouraria reativa, centrada em apagar incêndios, para uma gestão proativa, baseada em previsões contínuas (rolling forecast), análise de cenários e decisões financeiras mais inteligentes.
  2. Eficiência por meio de decisões de rentabilidade
    Adotar decisões contraintuitivas para otimizar o caixa, como antecipar pagamentos com desconto superior ao rendimento de aplicações de baixo risco. Melhorar a precisão do fluxo de caixa (acima de 85% de acerto), evitando margens de segurança excessivas, recursos ociosos e custos elevados de crédito.
  3. Uso de plataformas especializadas como o Painel Financeiro Limoney
    Ferramentas como o Painel da Limoney permitem conciliação inteligente, análise automática de inadimplência e geração contínua de previsões financeiras, transformando dados operacionais em inteligência estratégica.

Conclusão

A tesouraria corporativa moderna não pode mais se basear em processos manuais e reativos. A verdadeira eficiência financeira nasce da integração entre automação, dados e estratégia; pilares que permitem transformar a tesouraria em um centro de inteligência capaz de antecipar cenários, reduzir custos e sustentar o crescimento da empresa. 

Ao adotar tecnologias como Open Finance e Inteligência Artificial, apoiadas em plataformas como o Painel Financeiro Limoney, as empresas deixam de apenas olhar o passado para projetar o futuro, tornando-se financeiramente mais ágeis, precisas e competitivas.