Empresas brasileiras possuem, em média, três contas bancárias diferentes. A automação de tesouraria se torna uma condição de sobrevivência.
Para muitos CFOs e diretores financeiros, a sigla SAP não se refere apenas ao conhecido software alemão, nem à tecla dos controles remotos de TV, mas a algo muito mais arcaico e perigoso: o “Sistema Avançado de Planilhas”.
O “Sistema Avançado de Planilhas”, frequentemente chamado pelo acrônimo humorístico SAP, é um termo do jargão financeiro utilizado para descrever a dependência de processos manuais, repetitivos e onerosos, baseados em planilhas Excel dispersas, para realizar tarefas básicas de gestão financeira e tesouraria, como conciliação bancária, gestão e projeção de fluxo de caixa e auditoria.
Esse modelo de gestão apresenta as seguintes características e desafios:
• Manualidade Excessiva: Analistas e gestores gastam horas valiosas realizando conciliações e lançamentos “à mão”, muitas vezes recorrendo a registros paralelos para tentar manter o controle das finanças.
• Riscos Operacionais: Por depender da intervenção humana constante, o “sistema SAP” é vulnerável a erros de digitação, fórmulas quebradas e falta de versionamento, o que compromete a confiabilidade das informações financeiras.
• Falta de Visibilidade: A fragmentação dos dados em múltiplas planilhas dificulta a visão consolidada do caixa, gerando lentidão e retrabalho.
Esse modelo operacional é a realidade de boa parte das empresas brasileiras. Depender do “SAP” manual significa conviver com fórmulas quebradas, falta de versionamento e uma visão turva do caixa.
Em um cenário onde as empresas brasileiras possuem, em média, três contas bancárias diferentes, a gestão manual torna-se um convite ao erro e ao retrabalho. Por isso, cada vez mais a automação de tesouraria deixou de ser um diferencial tecnológico para se tornar uma condição de sobrevivência.
Takeaway 1: IA e OCR leem documentos para você
Um dos grandes gargalos históricos do financeiro brasileiro sempre foi a heterogeneidade dos documentos fiscais. Durante anos, diferentes layouts, terminologias e estruturas de documentos contábeis e fiscais dificultaram a automação e mantiveram a digitação manual como um estorvo necessário, consumindo tempo operacional e aumentando o risco de erros.
Com a atualização e a padronização dos modelos de notas fiscais, o cenário evoluiu de forma significativa. No entanto, a padronização não elimina, por si só, a complexidade operacional das contas a pagar. Na prática, diferentes documentos, como NFs, contratos, boletos e recibos continuam chegando em múltiplos formatos, versões e canais, como PDFs, imagens e anexos, muitas vezes fora de fluxos totalmente estruturados.
É nesse contexto que tecnologias como a Inteligência Artificial e o OCR (sigla em inglês para Reconhecimento Óptico de Caracteres) chegaram ao mercado e se mostraram extremamente úteis. Com modelos padronizados ou não, a IA acelera a leitura, interpretação e validação dos dados dos documentos, reconhecendo automaticamente campos como CNPJ, valores, datas de vencimento. Isso reduz drasticamente a dependência da digitação manual e garante mais velocidade, precisão e escala para a operação financeira.
Principais benefícios da leitura automática via IA e OCR:
- Redução significativa de erros humanos, ao minimizar falhas de digitação e inconsistências nos registros financeiros.
- Agilidade operacional, com o processamento de documentos em segundos, liberando o time para atividades analíticas e estratégicas.
- Organização e compliance, com dados estruturados e centralizados desde a entrada do documento, facilitando auditorias, conciliações e fechamentos contábeis.
Ou seja, a leitura de documentos via IA e OCR é uma das principais frentes que um bom sistema de automação de tesouraria deve possuir.
Takeaway 2: A conciliação intradiária
O Open Finance e tecnologias similares consolidaram-se como o grande “plot twist” da inovação bancária no Brasil. As grandes instituições já se estruturaram para utilizar os dados do ecossistema e gerar ofertas personalizadas. Dentre os possíveis casos de uso dos dados do open finance, surge a conciliação bancária intradiária.
Diferente do modelo tradicional, que depende da consulta e/ou download manual de extratos bancários, o Open Finance permite que os dados bancários fluam em softwares de automação de tesouraria de forma contínua e automática ao longo do dia. Com isso, o financeiro passa a enxergar o caixa quase em tempo real, com mais precisão e agilidade.
A conciliação deixa de ser um processo pontual e passa a ser contínuo. O gestor não precisa mais acessar banco por banco nem lidar com trocas manuais de arquivos. Com o consentimento autorizado, as informações chegam automaticamente à plataforma de conciliação, permitindo ajustes rápidos e uma visão clara do saldo disponível a qualquer momento.
“O Open Finance e a tecnologia da Limoney permitem que a conciliação bancária seja feita com muito mais precisão e agilidade. Nossos clientes não precisam mais acessar conta por conta, banco por banco, nem se preocupar com trocas de arquivos de extratos.” — Irene Barretto, CEO e co-fundadora da Limoney.
O que levar em conta, então, ao escolher um software de automação de tesouraria?
Dados de benchmark da Limoney demonstram que a automação de tesouraria pode tornar departamentos financeiros até 80% mais produtivos.
Esse ganho não é apenas uma métrica de eficiência; é uma mudança de paradigma no papel do time financeiro: ao eliminar tarefas repetitivas de conciliação e conferência, o profissional financeiro deixa de ser um “digitador de dados” para se tornar, de fato, um analista.
O tempo recuperado deve ser realocado para análise de maior valor agregado e suporte direto à tomada de decisão, elevando o potencial do departamento financeiro de ser hub de inteligência do negócio.
Para garantir que o profissional financeiro vai mesmo ganhar esse tempo, e para transitar assertivamente do caixa manual para o inteligente, o gestor financeiro deve exigir alguns elementos fundamentais em qualquer solução:
- Integração nativa via Open Finance: A conexão deve ocorrer via APIs reguladas pelo Banco Central, garantindo segurança máxima sem o compartilhamento de senhas bancárias.
- Inteligência Artificial de leitura ampla (OCR + IA): A ferramenta deve ser capaz de interpretar múltiplos layouts de NFS-e, contratos, boletos e boletos, tornando a digitação de dados opcional.
- Conciliação automática de ponta a ponta: Capacidade de cruzar extratos, notas e recebíveis de forma contínua, identificando contrapartes (CNPJs) automaticamente e já realizando a conciliação documental.
- Projeção do fluxo de caixa: A ferramenta deve permitir uma visão do fluxo de caixa futuro, bem como do caixa consolidado mês a mês.
O Painel Financeiro Limoney se posiciona justamente como um software de automação de tesouraria completo, desenhado para a realidade do gestor financeiro ao reunir todos os itens acima.
A solução combina integração nativa via Open Finance e outras tecnologias, garantindo dados bancários seguros e contínuos, Inteligência Artificial com OCR para eliminar a digitação manual de documentos, e conciliação automática de ponta a ponta, que cruza extratos, notas e recebíveis intra-diariamente.
O resultado é a transição efetiva do caixa manual para o caixa automatizado, da gestão reativa para gestão proativa, com mais previsibilidade, e reforço do papel estratégico da área financeira dentro da empresa.
Conclusão
Abandonar o “Sistema Avançado de Planilhas” significa reduzir riscos, ganhar velocidade e construir uma base de dados confiável para decisões mais inteligentes. Soluções que combinam Open Finance, Inteligência Artificial, OCR e conciliação automática contínua permitem que o gestor financeiro deixe de olhar pelo retrovisor e passe a conduzir o negócio com visão de futuro.