fechar menu

Soluções Verticais

Irene Barretto apresenta impacto das tendências macroeconômicas de 2026 na gestão de tesouraria

Irene Barretto apresenta impacto das tendências macroeconômicas de 2026 na gestão de tesouraria

Irene Barretto, Cofundadora e CEO da Limoney, apresentou no dia 19 de janeiro de 2026 o webinar “Cenários Econômicos 2026”, no Youtube e LinkedIn da empresa. O objetivo é apresentar as principais tendências macroeconômicas do ano na economia brasileira e global, e como impactam a tesouraria das empresas.

Para 2026, Irene apontou um cenário de tendências macroeconômicas de crescimento fraco e cautela: a inflação encerrou 2025 em 4,45%, próxima ao teto da meta, e o PIB deve crescer apenas 1,6%, pressionado pelos juros elevados, pela menor força do agronegócio e pela desaceleração da China. No câmbio, o dólar é projetado em R$ 5,50 ao final do ano, com alta volatilidade no segundo semestre, enquanto a Selic deve iniciar um ciclo de queda a partir de março, fechando entre 12,25% e 12,5%, ainda em patamar elevado em termos reais, exigindo atenção à gestão de caixa, inadimplência e alavancagem.

No plano político e geopolítico, as tendências macroeconômicas de 2026 serão marcadas pelas eleições no Brasil e nos Estados Unidos, em um contexto internacional mais fragmentado, com tensões entre EUA e China e conflitos persistentes no Oriente Médio e na Ucrânia. Internamente, o início da cobrança do IBS e do CBS, no âmbito da Reforma Tributária, exigirá maior rigor na gestão financeira e adequação de sistemas, somado a fatores como a possível influência do La Niña nos preços de energia e a queda de produtividade associada à Copa do Mundo e ao elevado número de feriados nacionais.

Diante dessas tendências macroeconômicas, a gestão de caixa das empresas brasileiras deve ser orientada por disciplina e antecipação, com foco no alinhamento do ciclo financeiro para evitar descasamentos entre pagamentos e recebimentos, no aumento da previsibilidade por meio de projeções rolantes em substituição a fluxos estáticos, na realização de testes de estresse para cenários de variação de câmbio e inflação e na avaliação contínua da estrutura de capital, equilibrando capital próprio e crédito e aproveitando momentos oportunos para renegociar dívidas atreladas ao CDI.

Nesse sentido, a tecnologia viabiliza a transição de uma gestão reativa, baseada em planilhas manuais, para uma gestão preditiva, como exemplificado pela solução da Limoney, que utiliza Open Finance para oferecer projeções diárias e semanais de caixa, com horizonte de até 13 semanas, identificação visual de possíveis quebras de caixa, classificação gerencial personalizada de receitas e despesas e conciliação automática das contas a pagar e a receber.

Por fim, Irene finaliza questionando se as empresas estão prontas para as tendências macroeconômicas de 2026 e convida os interessados a agendarem uma conversa para entender como otimizar a previsibilidade do fluxo de caixa. Confira o conteúdo completo do webinar:


Cenários Econômicos 2026: Tendências macroeconômicas na gestão de tesouraria

Olá, pessoal. Muito boa tarde a todos. Eu sou a Irene Barreto, cofundadora aqui da Limoney. Estou falando diretamente de São Paulo e é um prazer receber vocês para mais um webinar aqui da Limoney. Hoje nós faremos uma sessão de 30 minutos, onde vamos abordar como preparar o caixa da empresa para as possíveis oscilações econômicas que as tendências macroeconômicas do ano de 2026 nos reserva.

A gente vive um momento de bastante transição, de muita volatilidade, e o objetivo dessa sessão não é esgotar o assunto, mas fornecer os elementos mais importantes, promover uma reflexão estratégica e apresentar ferramentas práticas que podem ser adotadas para que as empresas possam se preparar e reagir às tendências macroeconômicas e aos fatos que já estão dados e agendados para 2026. Vamos falar também sobre a importância do planejamento ativo.

Muito bem, então vamos lá. O que esperar do ano de 2026? Quando a gente analisa o que já está no calendário, tanto no Brasil quanto no mundo, alguns eventos já são conhecidos e programados para acontecer ao longo do ano. São eventos não apenas macroeconômicos, mas também de outras naturezas.

Quando falo de outras naturezas, estamos falando de eventos geopolíticos, acontecimentos climáticos e até mesmo de marcos como a reforma tributária no Brasil e a Copa do Mundo. Tudo isso tende, de alguma forma, a impactar a economia. Nos próximos slides, vamos aprofundar um pouco mais as questões macroeconômicas e esses outros fatores que estão no nosso radar para 2026.

Vamos começar pelos números que ditam as regras da economia, começando pela inflação. Este gráfico mostra o histórico de 10 anos do IPCA, que é o índice oficial de inflação no Brasil. 

Ele traz a inflação real e a meta de inflação. O Brasil encerrou 2025 com um IPCA em torno de 4,45 por cento, muito próximo do limite superior da banda da meta, que é 4,5 por cento. A meta central era de 3 por cento e, apesar de estarmos dentro do intervalo, ficamos bastante próximos do teto.

Para 2026, a meta central continua a mesma, 3 por cento, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A projeção do Banco Central é de uma inflação de 3,5 por cento até o final do ano, uma projeção mais otimista do que a do mercado, que trabalha com 4,02 por cento, segundo o boletim Focus. Houve até uma leve redução em relação à semana anterior, que apontava 4,05 por cento.

O gráfico mostra uma certa estabilidade da inflação, excetuando-se o pico da pandemia. Isso indica que a inflação está sob controle, mas com algumas pressões que podem puxá-la um pouco mais para cima. Entre os fatores de risco, estão as expectativas desancoradas, a dificuldade do mercado em acreditar na convergência total para a meta de 3 por cento, principalmente por conta das incertezas fiscais no Brasil.

O mercado acompanha de perto a possibilidade de aumento de gastos públicos, algo comum em anos eleitorais, o que pode pressionar a inflação e a dívida pública. Outro ponto é a resiliência do setor de serviços e o mercado de trabalho ainda aquecido, setores que costumam responder mais lentamente à política de juros. O principal ponto de atenção segue sendo o risco fiscal.

Passando para o PIB, observamos um histórico recente de crescimento, com exceção de 2020, ano da retração causada pela pandemia. 

Para 2026, a previsão é de um crescimento moderado entre 1,5 e 1,8 por cento, em torno de 1,6 por cento, o menor crescimento desde a retração de 2020. Esse desempenho é influenciado pelo efeito inercial da taxa de juros elevada, que encarece o crédito ao consumo e o financiamento às empresas.

Além disso, não se espera o mesmo impulso do agronegócio observado em 2025, e há uma perspectiva de desaceleração da economia global. A China, principal parceira comercial do Brasil, tem reduzido seu ritmo de crescimento, o que impacta a demanda e os preços das commodities, como soja, minério, petróleo e carne, fundamentais para o PIB brasileiro.

Outro ponto relevante é a política econômica dos Estados Unidos. Mudanças nas taxas de juros americanas e possíveis novas tarifas comerciais podem impactar o comércio global, pressionar o câmbio e afetar as relações comerciais com o Brasil.

Falando em câmbio, a projeção para 2026 é de relativa estabilidade, com o dólar encerrando o ano em torno de 5,50 reais. 

No entanto, por ser um ano de eleições gerais no Brasil, historicamente o câmbio tende a apresentar mais volatilidade, especialmente no segundo semestre, diante das incertezas sobre a condução da política econômica.

Também no segundo semestre ocorrem as eleições nos Estados Unidos, além das tensões comerciais entre os Estados Unidos e outros países, especialmente a China. Esses fatores podem fortalecer ou enfraquecer o dólar, aumentando a volatilidade cambial.

Em relação à taxa Selic, a grande notícia para o fluxo de caixa das empresas em 2026 é o início do ciclo de queda dos juros. A expectativa é que o Copom sinalize esse movimento já na reunião de janeiro, com o primeiro corte possivelmente em março. A projeção de mercado é que a Selic feche o ano em torno de 12,5 por cento.

Isso traz algum alívio para o caixa das empresas, mas é importante lembrar que o juro real ainda será um dos mais altos do mundo. Por isso, a gestão da inadimplência, a eficiência de caixa e a redução da alavancagem financeira seguem sendo prioridades. Empresas endividadas podem aproveitar o primeiro semestre para renegociar dívidas atreladas ao CDI.

No campo político, 2026 será um ano de eleições gerais no Brasil, com renovação do Congresso Nacional. O resultado das eleições definirá o próximo ciclo econômico e a capacidade de implementação de reformas. Nos Estados Unidos, as eleições legislativas de meio de mandato também podem alterar a configuração do Congresso e influenciar a política econômica.

As tensões comerciais globais tendem a se consolidar como o novo normal. Vivemos uma transição de uma ordem global baseada em regras multilaterais para uma competição mais fragmentada e agressiva entre blocos de poder.

No campo geopolítico, os conflitos continuam, com destaque para o Oriente Médio, a guerra entre Rússia e Ucrânia e instabilidades em outras regiões. Esses fatores aumentam a incerteza econômica global.

No Brasil, um marco importante é o início da reforma tributária, com a introdução do IBS e da CBS. A transição pode gerar descompassos no fluxo de caixa, custos de adaptação, investimentos em sistemas e treinamentos, além da necessidade de revisão de preços para preservação de margens.

Há ainda os fatores climáticos, com a persistência do fenômeno La Niña no início do ano, impactando preços de energia e insumos agrícolas. Soma-se a isso a Copa do Mundo e um ano com número elevado de feriados, o que afeta a produtividade de diversos setores.

Diante desse cenário, surge a pergunta: como garantir o caixa da empresa em meio a tantas oscilações? A gestão de caixa em tempos de volatilidade passa por quatro grandes elementos. O primeiro é a gestão do ciclo financeiro, equilibrando prazos de recebimento e pagamento.

O segundo é a previsibilidade de dados, com um fluxo de caixa gerido de forma ativa, por meio de projeções rolantes. O terceiro é o teste de estresse e o planejamento de cenários, especialmente para empresas expostas ao dólar ou à inflação. O quarto é a estrutura de capital, avaliando o uso de capital próprio versus linhas de crédito.

Nesse contexto, a tecnologia tem um papel fundamental. Um fluxo de caixa bem monitorado garante o equilíbrio financeiro e ajuda a evitar a quebra da empresa. Isso exige a migração de uma gestão reativa, baseada em planilhas e olhando para o passado, para uma gestão preditiva, automatizada e orientada para o futuro.

A solução da Limoney permite projeções rolantes de caixa, com visão diária, semanal, mensal e de 13 semanas à frente. A partir da integração com Open Finance, o saldo é atualizado automaticamente e permite identificar antecipadamente possíveis quebras de caixa.

O painel mostra entradas, saídas, impacto no caixa e saldo final, com sinalização visual de períodos positivos ou negativos. Também é possível detalhar as movimentações, classificar receitas e despesas e ajustar datas de pagamento para simular cenários.

Além da projeção diária e semanal, o painel oferece o relatório mensal de caixa, permitindo analisar entradas e saídas por categoria e ajustar a classificação gerencial conforme a realidade da empresa.

Nosso propósito é trazer visibilidade e transparência para o ciclo financeiro, ajudando as empresas a antecipar o futuro, e não apenas registrar o passado. As funcionalidades do painel alimentam a projeção de caixa e apoiam uma gestão mais eficiente.

Estamos chegando ao final da nossa sessão. A provocação que fica é: sua empresa está pronta para 2026? Como está a gestão de caixa hoje? O painel financeiro Limoney centraliza e automatiza esse processo, economizando tempo e trazendo previsibilidade.